Pela primeira vez na Europa.

Renováveis produziram mais eletricidade do que o carvão

relatório, que tem vindo a acompanhar o setor energético da União Europeia (UE) desde 2015, concluiu que as energias renováveis forneceram 38% da eletricidade no ano passado, em comparação com os 37% fornecidos por combustíveis fósseis.

A mudança surge à medida que outras fontes renováveis, como a energia eólica e solar, têm vindo a aumentar na Europa. Ambas as fontes quase duplicaram desde 2015, e desde o ano passado foram responsáveis por um quinto da produção de eletricidade nos países da UE, constata o relatório. É também a razão pela qual a energia do carvão diminuiu 20% no ano passado, representando apenas 13% da eletricidade produzida no continente.

“O rápido crescimento do vento e da energia solar forçou o carvão ao declínio, mas isto é apenas o começo”, disse o analista sénior de eletricidade da Ember e autor principal do relatório, Dave Jones, numa declaração. “A Europa depende do vento e da energia solar para assegurar não só a eliminação progressiva do carvão até 2030, mas também a eliminação progressiva da produção de gás, a substituição das centrais nucleares encerradas, e ainda para satisfazer a crescente procura de eletricidade dos carros elétricos”.

As medidas de confinamento implementadas no ano passado, devido à pandemia, resultaram numa menor procura de eletricidade em todo o mundo – a procura europeia diminuiu 4% em 2020, de acordo com o relatório. E desde 2015, as emissões de eletricidade da Europa registaram um declínio histórico, tendo-se tornado 29% mais limpas.

Este marco segue-se aos compromissos assumidos pelos líderes da UE, no mês passado, no sentido de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 55% em relação aos níveis de 1990, até 2030.

Fora da Europa, nos Estados Unidos, as energias renováveis ultrapassaram o consumo de carvão nos últimos anos. Em maio, as fontes de energia renováveis foram consumidas mais do que o carvão pela primeira vez desde 1885.

“A recuperação económica pós-pandémica não deve abrandar a ação climática”, lembrou o diretor da Agora Energiewende, Patrick Graichen, também numa declaração citada no relatório. “Precisamos, portanto, de uma política climática forte para assegurar um progresso constante”.

 

Fonte: Executive Digest Online, 25/01/21

Autora: Mara Tribuna

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